Ser trabalhador independente não o impede de comprar casa — mas a análise do banco é mais exigente. Explico como o seu rendimento é avaliado, o que os bancos procuram e as estratégias que aumentam, na prática, as probabilidades de aprovação em 2026.
Os bancos concedem crédito habitação a trabalhadores a recibos verdes, mas fazem uma análise mais rigorosa do que a um trabalhador por conta de outrem. O foco está na estabilidade e previsibilidade dos rendimentos. Um histórico de atividade superior a dois anos é um dos fatores mais valorizados.
Este é o ponto mais mal compreendido. Os bancos raramente usam o valor bruto faturado: aplicam uma margem de segurança, considerando frequentemente apenas uma parte do rendimento declarado (por vezes com um corte na ordem dos 30%) e a média dos últimos anos de IRS. É por isso que a forma como declara os seus rendimentos tem impacto direto no montante aprovado.
Idealmente, a taxa de esforço deve manter-se controlada (muitos bancos preferem margens confortáveis abaixo dos 45%). Deve ainda dispor de pelo menos 10% a 20% de entrada, mais os custos de impostos e despesas. Veja o guia da regra dos 45% (DSTI).
Como intermediário de crédito, sei quais os bancos com maior abertura ao seu perfil e como estruturar o dossier para maximizar a aprovação — sem custos para si.
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Sim. Análise mais rigorosa; histórico de +2 anos e taxa de esforço controlada aumentam as hipóteses.
Uma parte do rendimento declarado (por vezes -30%) e a média dos últimos anos de IRS.
IRS (2 anos), início de atividade, faturação recente, extratos e comprovativos sem dívidas ao Fisco/SS.