Vive e trabalha no estrangeiro e quer comprar casa em Portugal — para férias, para a reforma ou como investimento? É perfeitamente possível, e não precisa de perder dias de trabalho nem de viajar várias vezes. Neste guia explico como os bancos analisam o seu caso, que documentos deve reunir no país onde vive e como todo o processo pode ser tratado à distância.
Para efeitos de crédito habitação, o que conta é a sua residência fiscal, não a nacionalidade. Um português a viver em França, na Suíça, no Luxemburgo, na Alemanha, no Reino Unido ou nos Estados Unidos é analisado pelos bancos como não residente. Na prática, isso significa duas diferenças principais face a quem vive em Portugal:
Em contrapartida, os emigrantes portugueses têm vantagens claras face a outros não residentes: falam a língua, conhecem o sistema, têm frequentemente família em Portugal que pode receber correspondência ou representá-los por procuração, e muitos bancos portugueses têm longa tradição de trabalho com as comunidades emigrantes.
Se recebe em euros (França, Luxemburgo, Alemanha, Bélgica), a análise é direta. Se recebe noutra moeda — franco suíço, libra esterlina, dólar, coroa — o banco converte o rendimento para euros e pode aplicar uma margem de segurança à conversão, para se proteger de variações cambiais, ao abrigo das regras europeias sobre créditos em moeda estrangeira. Na prática, nem todos os bancos tratam estas moedas da mesma forma: parte do meu trabalho é saber, para cada moeda e país, quais os bancos com melhor enquadramento para o seu caso.
| Documento | Notas |
|---|---|
| Documento de identificação | Cartão de Cidadão ou passaporte válido |
| NIF português | Já o tem por ser português; confirme que os dados estão atualizados nas Finanças |
| Declarações de impostos do país de residência | Últimos 1 a 3 anos (ex.: avis d'imposition em França, Lohnausweis na Suíça, P60 no Reino Unido) |
| Recibos de vencimento | Últimos 3 a 6 meses |
| Contrato de trabalho | Ou declaração da entidade patronal |
| Extratos bancários | Últimos 3 a 6 meses da conta onde recebe o ordenado |
| Comprovativo de morada no estrangeiro | Fatura de serviços ou documento oficial |
| Mapa de responsabilidades de crédito | Do Banco de Portugal e, se possível, do equivalente no país onde vive |
Documentos noutras línguas são geralmente aceites em inglês, francês ou espanhol; nalguns casos pode ser pedida tradução. Digo-lhe exatamente o que precisa antes de reunir seja o que for — para não perder tempo com papéis desnecessários.
Sem custos, sem compromisso. Resposta em 24h úteis.
A procuração é o instrumento que permite a outra pessoa assinar a escritura e o contrato de crédito em seu nome. Pode ser feita num consulado português no país onde vive, ou num notário local (com a legalização/apostila aplicável). Deve identificar com precisão os poderes concedidos — compra do imóvel, contratação do crédito e da hipoteca. Aviso importante: trate da procuração com antecedência, porque a marcação nos consulados pode demorar semanas.
Vai precisar de uma conta num banco português para a domiciliação das prestações — se já não a tiver, a abertura pode ser feita no âmbito do próprio processo de crédito. O banco vai também exigir seguro de vida e seguro multirriscos; como também sou mediador de seguros, comparo estas propostas e muitas vezes é aqui que se consegue a maior poupança. Veja o guia sobre o seguro de vida do crédito habitação.
"Quando nada nem ninguém acredita, o Diogo acredita. Homem de muito conhecimento, responsabilidade e de inteira confiança. Mexe todos os cordelinhos para que tudo corra pelo melhor."
"Quero agradecer o excelente trabalho feito pelo amigo e colega Diogo. Tudo feito com grande celeridade e profissionalismo. Continua esse serviço de excelência que prestas a quem necessita."
Sim. Enquanto residente fiscal no estrangeiro é analisado como não residente: financiamento normalmente até 80% e rendimentos analisados de acordo com o país onde trabalha.
Não necessariamente. O processo pode ser feito à distância e a escritura pode ser assinada por procuração outorgada num consulado português ou notário local.
Sim. São convertidos para euros e alguns bancos aplicam uma margem de segurança à conversão. A escolha do banco certo faz diferença.
A análise de viabilidade demora habitualmente 2 a 3 dias úteis; o processo completo, da aprovação à escritura, decorre em regra ao longo de algumas semanas, dependendo do banco e da documentação.
Deve informar o banco da finalidade (habitação secundária ou investimento), porque influencia as condições do crédito e do seguro.
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